A psicologia jurídica é o campo de conhecimento da psicologia que busca a aplicação de conhecimentos, métodos e técnicas psicológicas no âmbito jurídico.
Pode ser compreendida como uma área da psicologia que se dedica ao estudo do comportamento humano no contexto jurídico. Relaciona a lei e a mente humana, oferecendo subsídios para lidar com questões complexas que envolvem pessoas em situação de conflito com o sistema jurídico.
A atuação do psicólogo jurídico permite que os operadores do direito compreendam de forma mais clara as diversas provas de cunho psicológico que são utilizadas no processo, o que favorece a melhor resolução da lide.
A aplicação do conhecimento psicológico ao Direito permite que sejam percebidos e compreendidos fenômenos próprios da mente e comportamento humano, o que pode contribuir para resoluções jurídicas mais efetivas.
A psicologia jurídica colabora para uma Justiça mais sensível, ágil e eficaz, auxiliando as partes a enfrentar as incertezas e os problemas decorrentes do processo, assim como auxilia o(a) advogado(a) a ter um olhar mais técnico às questões de cunho psicológico.
A maioria dos processos judiciais é acompanhada por um processo psicológico que corresponde ao conjunto de sentimentos, pensamentos e comportamentos dos envolvidos. Tal processo é de natureza interna, e sua resolutividade depende da personalidade e das estratégias que cada pessoa põe em ação para lidar com a questão judicial.
Os processos jurídicos e psicológicos não são necessariamente paralelos, mas geram influências entre si. Assim, os conflitos psicológicos não elaborados podem interferir na resolução da lide processual, e vice-versa.
Geralmente quem busca o psicólogo jurídico na função de assistente técnico ou consultor é o advogado, porém quem contrata é o cliente ou, em casos específicos, algum familiar.
A busca pelo psicólogo assistente técnico geralmente se dá por intermédio do advogado, que verifica a necessidade de contar com o suporte técnico referente a uma área de conhecimento que foge à sua alçada. Porém, algumas vezes o próprio cliente busca esse serviço ao perceber a necessidade de suporte técnico.
Não. O profissional não pode atuar como psicólogo jurídico e psicoterapeuta no mesmo caso, devendo ser um trabalho complementar.
O psicólogo perito será nomeado pelo juiz para realizar uma perícia psicológica sobre determinada questão dentro do processo. Já o psicólogo assistente técnico poderá ser contratado pelas partes, tendo a função de prestar apoio técnico ao cliente.
